Adensa-se o nevoeiro do começo da manhã. Um fumo espesso no repouso sereno do silêncio. O Monstro permanece deitado no charco, sem lama no corpo, completamente nu, com os cabelos esticados da água, rígidos como um chicote. Sua pele que antes era áspera, de mel ficou. Nas unhas grandes, enroladas, ficaram cravadas nas raízes. Nem ponta de unhas se via, de tão fundo que estavam. Rasgavam a casca num ardor de vida, num fogo de sustentação. Alguns dedos permaneciam a bolhar, de fora, para fora da energia vital. Era um infiltrar de ferros maleáveis, distorcidos, crescidos, arrancados do corpo para respirarem o orvalho da manhã.
Os cabelos batiam de força nas costas, no cambalear de levantar, enquanto de leve as unhas saíam da fechadura do tempo. Erguido o corpo na bruma, as gotas fundiam-se no deslizar dos músculos. O cobertor de lágrimas desbotava no charco, no aroma de cálices pingados pela lama estendida. Cada parte de si estava num ligeiro embrulho de pólen esticado. A fecundação na pele de pequenos seres tinha feito que o seu dormitar fosse o calor de esquina dobrável. Um dorso que o acalmava na natureza da existência. Sentia à sua beira, dentro dele, estes parasitas da profanação consentida.
Os cabelos batiam de força nas costas, no cambalear de levantar, enquanto de leve as unhas saíam da fechadura do tempo. Erguido o corpo na bruma, as gotas fundiam-se no deslizar dos músculos. O cobertor de lágrimas desbotava no charco, no aroma de cálices pingados pela lama estendida. Cada parte de si estava num ligeiro embrulho de pólen esticado. A fecundação na pele de pequenos seres tinha feito que o seu dormitar fosse o calor de esquina dobrável. Um dorso que o acalmava na natureza da existência. Sentia à sua beira, dentro dele, estes parasitas da profanação consentida.
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